O Código de Barras
Até ao aparecimento do código de barras, os estabelecimentos comerciais eram obrigadas a realizar o inventário físico dos seus produtos com regularidade e frequência sendo necessário, normalmente, fechar as lojas durante um dia ou dois para que se pudesse fazer a contagem do stock disponível ou, sendo mais raro, proceder a essa operação durante a noite.
De igual modo, a passagem na caixa de saída dos produtos era feita manualmente através da digitação do preço pelas operadoras.
Ora, o código de barras revolucionou por completo a forma como as operações quer de inventário quer de passagem pela caixa eram realizadas no retalho, verificando-se um aumento exponencial da eficiência e rapidez dos processos.
O código de barras consiste numa representação gráfica do produto e de todas as informações numéricas ou alfanuméricas relativas ao mesmo que serão descodificadas através da utilização de um equipamento de leitura de infravermelhos.
Um Código de barras é assim:
1. Representação visual de uma sequência numérica que identifica um produto.
2. Cada grupo de 7 barras corresponde a um dos algarismos abaixo delas.
3. Um sensor óptico identifica os números, que geralmente são 13 e indicam o país de origem, o fabricante e o produto.
4. Para ser válido, o código deve ser registado pela organização mundial GS1.
A tecnologia de Código de Barras, hoje amplamente utilizada nas lojas e supermercados para identificar produtos e preços, surgiu nos Estados Unidos, em 1970 e foi patenteado por
Bernard Silver e
Norman Woodland, ambos estudantes graduados pelo
Drexel Institute of Technology (Instituto de Tecnologia Drexel), actualmente chamado
DrexelUniversity que usaram um padrão de tinta que brilhava à luz ultravioleta. Este sistema na época era caro demais e a tinta não era muito estável.
Na manhã de 26 de junho de 1974, um cliente do supermercado
Marsh's na cidade de Troy, no estado de Ohio, fez a primeira compra de um produto com código de barras. Era um pacote com dez chicletes
Wrigley's Juicy Fruit Gum.
A invenção do Código de Barras deu início a uma nova era na venda a retalho, acelerando e tornando o atendimento mais eficiente, diminuindo as filas na hora do pagamento e dando aos retalhistas um método mais eficaz para o controle de stock.
O pacote de chicletes ganhou o seu lugar na história e está actualmente em exibição no
Smithsonian Institute's Nationa lMuseum of American History .
Acompanhando a evolução tecnológica, a base dos códigos de barras (leitura de códigos pré-definidos) está a ser utilizada não só para ler preços e efectuar o controlo de stock’s, mas também para mostrar imagens ou outras informações, demonstrando detalhes dos produtos em questão e possibilitando uma gama de informações muito completas, sem necessitar da presença física do produto.
Essas informações podem ser obtidas através de códigos divulgados em revistas, jornais ou qualquer meio impresso, atraindo clientes e possibilitando uma nova ferramenta de marketing.
Um exemplo desses códigos é o
QR code, (
Quick Response) um código de barras bidimensional que pode ser facilmente lido usando a maioria dos SmartPhones equipados com câmaras fotográficas.
Esse código é convertido em texto interactivo, ou num endereço
URL, num número de telefone, numa localização geográfica, num e-mail, num contacto ou num
SMS.
Desde 2003 várias aplicações foram desenvolvidas de forma a facilitar cada vez mais a leitura e organização de todo o padrão de códigos, com o surgimento das câmaras nos aparelhos de telefone móveis, as revistas, cartões de visitas e uma infinidade de outros meios passaram a utilizar o QR Code de forma a facilitar a propagação de uma maior informação para os seus clientes e interessados de uma forma mais prática e cómoda.
Em Janeiro de 1999 foi lançado pela primeira vez o padrão japonês do QR,
JIS X 0510, que corresponde ao padrão internacional
ISSO/IEC 18004, tendo sido aprovado em 2000.
O uso de códigos QR é livre de qualquer licença, sendo definido e publicado como um padrão ISO. Os direitos de patente pertencem à empresa Denso Wave, que decidiu não os usar sendo o termo QR
code é uma marca registada da Denso Wave Incorporated. Desde que foi inventado o QR Code tem sido utilizado para as mais variadas funções, no entanto, nos últimos anos, a sua utilização tem estado muito associada a acções de marketing e comunicação, fazendo uma ponte de ligação entre a comunicação online e a comunicação
offline.
Em Portugal foi desenvolvido, em 2012, um projecto inovador que resultou de um trabalho de uma agência de comunicação, a MSTF Partners, para o Turismo de Portugal e para a Associação de Valorização do Chiado que consistia na utilização de QR Code em calçada portuguesa com o objectivo de divulgar Lisboa enquanto destino turístico.
A ideia foi fazer um QR Code, uma das tecnologias com maior potencial do século XXI, com pedras de calçada portuguesa, uma das mais antigas tradições portuguesas.
"
Acabou de ler o primeiro código QR do mundo feito em calçada portuguesa", disponível em português e em inglês, é a mensagem inicial que aparece ao entrar nesta experiência. Num segundo nível de informações, foram acrescentadas informações turísticas e comerciais sobre a oferta cultural, gastronómica, hoteleira e de comércio no Chiado.
O sucesso do QR Code em calçada portuguesa foi de tal modo grande que atravessou o Atlântico e foi implementado, em 2013, no calçadão das praias do Rio de Janeiro, o que permite aos turistas ampliar o conhecimento sobre a cidade maravilhosa através de um novo recurso tecnológico.
Ao aproximar o
smartphone, o utilizador poderá receber informações como a origem do nome da região ou a agenda de actividades turísticas, como os locais ideias para ver o pôr-do-sol no local ou visitar um museu próximo, ou ainda informações culturais, gastronómicas e comerciais.